A criação do Hino oficial
No final dos anos 50, o Inter sentiu a necessidade de ter um Hino, uma canção formal de celebração dos sentimentos colorados. Fez-se um concurso, houve muitos candidatos, mas nenhum dos hinos satisfez a alma colorada como aquele que fora feito numa tarde de sofrimento do torcedor. O torcedor era Nelson Silva, carioca, compositor de morro que morava em Porto Alegre. O Inter desandava contra o Aimoré, em 1957. Ele escutava o jogo e esperava a namorada Ieda, mas esqueceu o compromisso daquela tarde. Sentou brabo na mesa de um bar, em frente, e por razões de quem é artista começou a escrever sobre a Glória do Desporto Nacional.
O começo das grandes campanhas nacionais
1967 marcava definitivamente a entrada do Internacional no cenário do futebol brasileiro. Ate ali, a presença de clubes fora do eixo Rio-São Paulo se resumia a esporádicas presenças na Copa Brasil, um torneio rápido e em eliminatórias, instituído em 1960. Em 67, o Torneio Rio-São Paulo, o Roberto Gomes Pedrosa, ou Robertão, foi estendido a dois clubes do Rio Grande do Sul, dois de Minas Gerais e um do Paraná. O Inter terminou seu primeiro campeonato nacional como vice-campeão, e ainda quebrou um tabu, sendo o primeiro time gaúcho a vencer uma partida em São Paulo.
Nasce o templo Colorado
A inauguração do Estádio Beira-Rio, em 6 de abril de 1969, promove grandes mudanças no Inter. Além de ter trazido benefícios para o time, o novo estádio deu uma nova dimensão ao Clube como um todo. Foi a instauração de uma nova mentalidade no futebol: sues jogadores deveria ter, no mínimo, entre duas ou três qualidades essenciais: habilidade, força, velocidade. Em campo, Claudiomiro faz o primeiro gol no estádio, na vitória por 2 a 1 sobre o Benfica. Nos anos seguintes, vieram os reforços dos grandes centros nacionais e até do exterior, como Figueroa, Lula, Manga, Dario, Marinho Perez, unidos a jovens formados nas categorias de base, como Cláudio, Paulo César Carpeggiani, Falcão, Caçapa e Batista.Na noite de 7 de abril de 1969, segunda-feira, a Seleção Brasileira ganha de 2 a 1 na inauguração dos refletores do Gigante. E o festival continua, com a presença da seleção da Hungria, Peñarol, do Uruguai, e do azenha f.c. Nos anos seguintes, o Beira-Rio recebe a Seleção Brasileira mais vezes: vê jogos da Tchecoeslováquia, Escócia, México, Paraguai, Romênia, Uruguai, Argentina, Alemanha. E, principalmente, dá muitos títulos ao Inter.