Não consigo mais assistir a uma partida de futebol, sem prestar atenção num detalhe que passa despercebido para muitos. E não é só em jogo do Colorado. É um detalhe, mas interessante. Pelo menos eu classifico assim. Sempre me lembro da final do Mundial quando um jogo chega aos 36 minutos. Não importa se do primeiro ou do segundo tempo. Se a situação para o Colorado está complicada então, a síndrome dos 36 minutos fica mais forte. Brigo, apóio… um sentimento o dos 36 minutos.
“…amigos do Felipe Massa, grandes feras do automobilismo mundial. Aí na seqüência vem a ‘Turma do Didi’. O Inter vai para o ataque, o Inter se manda. Olha o Iarley, vamos nessa, olha a chance, abriu pela direita… olha o gol, bateu, olha o gol, olha o gol, GOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLL… é do Inter. Ele acabou de entrar. Adriano é o nome dele…” Isso me vem na cabeça. A narração do Galvão Bueno quando o Inter fez o gol do título do Mundial. Eram 36 minutos do segundo tempo e a coisa estava feia. Eu estava vendo o jogo na Globo e ouvindo o Haroldo, na Guaíba. Uma das poucas coisas que me lembro, naquele momento, era do Ronaldinho cuspindo e do tempo do jogo, a hora do gol: 36 minutos. Entre lágrimas, levemente tomado pelo álcool naquela manhã de domingo, a melhor manhã de domingo de todos os vermelhos. 17 de dezembro. Esse sim, foi o dia sem fim. 36 minutos: o tempo da reação. Se estamos precisando da vitória, penso naquele dia, naquele jogo. Se estamos vencendo, melhor. Mas esse tempo, esse momento, é um detalhe em meio ao grande trunfo Colorado. Quanto a narração completa do Galvão, baixei do Youtube. Por isso decorei. Cada vez que uso meu computador, revejo. Por isso decorei. E vale a pena. Valeu a pena. Sempre valerá a pena. Vamo Vamo Inter!