Paixão Colorada


Convocação geral
Abril 30, 2008, 1:06 am
Arquivado em: Jogos, Paixão, Projeções, Rivalidade

Não vou postar  o que disse no texto anterior que colocaria. Acabei recebendo esse e-mail de um amigo e resolvi postá-lo aqui no blog. Quem visitar pode (e deve) copiar o texto e enviar para sua rede de amigos. Os erros de português foram de quem escreveu  o texto, que não fui eu!     

 

Colorados e coloradas

 

 

Se você esteve no Beira-Rio na quarta-feira, 23 de abril, vai entender bem do que se trata. Mas se você não esteve lá, o que é uma pena, porque perdeu a oportunidade de viver um momento inesquecível e mágico, também vai entender. Porque o torcedor colorado sabe, esteja onde estiver, qual é o tamanho da sua importância para o Internacional: é do tamanho do mundo, o mesmo mundo que pintamos de vermelho em dezembro de 2006.

Pois agora que temos pela frente outro desafio? o de fazermos 2 gols de diferença em cima dos verdes da Serra ?, gostaria de te convidar a fazer mais do que estar presente de forma entusiasmada, esfuziante, emocionada e emocionante no Beira-Rio, domingo à tarde. Quero te convidar para, já a partir de quinta-feira, dia 1º de maio, literalmente mergulhar o Rio Grande nas cores da paixão colorada.

Veste tua camisa, qualquer que seja ela, nova, velha, vermelha, branca, listrada, com ou sem a Tríplice Coroa, com número ou sem número. Pega a tua bandeira, grande, pequena, novinha ou meio esfarrapada, e mostra ela pro mundo, pendura na janela ou na sacada, amarra no capô do teu carro, enrola no pescoço. Diz pro teu pai, tua mãe, teu marido ou mulher, namorado(a), filhos e filhas, avô ou neto, cunhados, enteadas, seja lá quem for, fazer a mesma coisa. De preferência, não tira qualquer um destes mantos nem na hora de dormir, porque assim vais poder sonhar com o Inter. Um sonho que, embalado pela tua energia positiva, no domingo vai se transformar em realidade.

Faz mais: pega essa mensagem que estás lendo e, agora mesmo, replica para todo mundo que tu conheces e que ama o Internacional.  Publica ela em blogs, sites, comunidades virtuais, onde imaginares e tiveres acesso. Liga para as rádios e tvs, participa de enquetes, publica comentários em fóruns e murais, passando sempre a mesma mensagem: O Inter vai amassar o Juventude no domingo, porque nenhum time no mundo tem uma torcida tão apaixonada quanto a nossa.  E só somos assim apaixonados porque nosso time, nosso clube, é merecedor da nossa paixão avassaladora e vencedora.

Vamos construir juntos, a partir de quinta-feira, dia 1º, com nossa presença nas ruas, praças, parques, rádios, TVs, jornais, sites, seja o que for, uma energia em tons de vermelho e branco tão poderosa que vai paralisar o Juventude. A força e o pulsar dos nossos corações colorados farão tremer o Beira-Rio e assustarão nossos adversários. Porque lá é a nossa casa, e vai ser lá, no nosso templo sagrado, que com certeza faremos uma grande festa ao final da tarde de domingo.

 

Porque somos todos seguidores do Colorado e para sempre vamos amá-lo.

“Vâmo vâmo” INTER!!!



Promessa é dívida
Abril 25, 2008, 2:03 pm
Arquivado em: Jogos, Paixão, Recordações

As complicações do e o heroísmo do jogo histórico contra o Paraná não se resumiram para quem estava no Estádio, incluindo nessa fração, os jogadores e comissão técnica. Por eu estar morando no Litoral, dificilmente tenho condições de ir ao Beira-Rio, em função do trabalho e também dos altos custos de deslocamento, salvo quando o Consulado daqui de Imbé promove alguma excursão.

 

Eu e um amigo saímos da minha casa minutos antes do jogo, com o objetivo de ir a algum boteco para assistir a partida. Chegamos no primeiro boteco e nada. Apenas Criciúma x Vasco, pela Copa do Brasil, num dos canais e, no outro, São Paulo x Atlético Nacional, pela Libertadores. Fomos até outro bar, não muito longe dali. A TV estava ligada na Globo e cerca de dez colorados estavam sentados, aguardando o início da partida. Pensamos que o jogo seria transmitido, talvez pelo pay per view, ou algo parecido. Mas foi o dono do bar, colorado fanático, buscar por algum canal que pudesse estar transmitido o jogo mais importante do Internacional, até então, que se deu uma grande decepção: a partida não tinha transmissão nem pelo sistema pago.

 

Fomos em desabalada carreira para casa, para acompanhar pelo rádio mesmo. Seria um jogo sem cerveja e sem transmissão pela TV. Enquanto isso subi para minha casa, o meu amigo foi buscar um refrigerante (isso mesmo, Pepsi, para ser mais exato) para escutarmos o jogão. Liguei o rádio na Guaíba. Uma chiadeira só, mas dava para quebrar o galho. Logo iniciou o jogo e o Haroldo fala do lance do Jonas. Caralho! Eu queria ver a porra do lance, não ficar imaginando. Fiquei assustado, apavorado, pois se tratava de uma importante peça da equipe. Passada a situação, veio o gol do Paraná. Pensei em jogar a toalha, mas “não se assustemo”. Andrezinho, sonhador, igualou tudo. Depois, meu amigo voltou com o bendito refri. Bebi tudo praticamente sozinho durante o jogo inteiro, sofrendo, o coração a 130 batimentos por minuto. Valeu, sem ceva, sem TV, mas foi bom demais.

 

Na virada para o segundo tempo fiz uma promessa: se o Inter se classificar eu fico uma semana sem surfar. Dito e feito. Vai ser foda, pois as previsões indicam boas ondas, mas fodam-se as ondas. Valeu a pena, afinal o time amassou os paranaenses, rasgando a primeira touca, deixando as gazelas tricoflores mais desvairadas e num baita chororô. Antes de terminar o jogo fiz nova promessa: se faturarmos o Gauchão, acabando de vez com a outra toca da Serra, não vou tomar café preto por um mês. Não preciso de café, preciso ver o meu time indo pra frente. É o que importa, afora as questões familiares.

 

O Inter fez exatamente o que eu disse que deveria ser feito no post anterior. Não tem que se acuar. Raça, entrega, suando sangue. Sobre isso e outras questões mais vou falar na minha próxima postagem, muito provavelmente depois do primeiro jogo contra os verdes.



Preocupações
Abril 21, 2008, 6:02 pm
Arquivado em: Análises, Corneta, Projeções, Rivalidade

É, infelizmente a corneta tem que pegar. Minha preocupação é em relação à postura do Internacional em campo quando enfrentou adversários mais qualificados. Vimos diversos jogos no Gauchão onde o time simplesmente surrou seus adversários, e o mesmo ocorreu na Copa do Brasil. Amassou adversários inexpressivos, que atuam, no máximo, na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro, no caso do Brasil de Pelotas e o Nacional da Paraíba. Vimos também algumas dificuldades diante de equipes mais aguerridas, como no caso do Caxias e também do Inter de Santa Maria, que também disputam a Terceirona Nacional, assim como diante da Chapecoense.

Os adversários mais qualificados que falei anteriormente não estão na Série A do Brasileirão e tratam-se de duas “toucas”, o Juventude e o Paraná, ambos na Segunda Divisão e que, creio, não tem condições de voltar à elite com seus fracos elencos. Temos um dos melhores grupos do futebol brasileiro hoje, ao lado de Palmeiras e Cruzeiro. Mas jogar mal e perder para os times mais fortes que enfrentamos no ano, e que são fracos, tendo uma visão geral do futebol no Brasil, hoje, me preocupa e muito.


O time é culpado por ter estas duas “toucas”. O Internacional é muito maior que esses dois timecos de segundona e não pode jogar com eles como se ele, Inter, fosse o time médio. Ele é o grande. Claro, tem que respeitar o adversário, mas tem que se impor dentro de campo, mostrar quem é Tri Brasileiro, Campeão da Libertadores e do Mundo. Jogando em casa, deve mostrar quem manda. Fora, deve mostrar o cartão de visita. Se jogar como secundário, dando moral ao adversário, dizendo que sempre há dificuldades impostas por Paraná e Juventude, e jogando com medo, não há como rasgar as toucas. Assim, não tem como. Abel e os motivadores do time tem que mudar essa postura e as declarações contam muito nessa hora.


E eles, são os nosso próximos adversários. Mas, com certeza, vamos batê-los.



A volta da raça
Abril 15, 2008, 8:16 pm
Arquivado em: Análises, Jogos, Paixão, Projeções

A raça, elemento fundamental na conquista dos maiores títulos do Internacional – Mundial e Libertadores – está de volta. Ela sempre esteve presente em alguns jogadores, como o sempre guerreiro Edinho e, principalmente, do volante argentino Giñazu.

Vi que a raça e a persistência dos jogadores foi fundamental na vitória sobre o Caxias por 1 a 0 no último domingo, dia 13 de abril, pelas semifinais do Gauchão. A pegada forte do time, aliada ao grupo de grande qualidade pode nos levar longe neste ano. Escrevi aqui, em novembro do ano passado, o post “O negócio é 2008”. Esperamos que seja mesmo, de fato e tudo se encaminha para isso.



Momentos inesquecíveis
Abril 4, 2008, 6:38 pm
Arquivado em: Crônica, Paixão, Recordações, Rivalidade

Foram muitas as conquistas, os momentos de alegrias. Posso dizer que destes 99 anos de história, 27 deles eu vivi intensamente. Claro, tem coisa que não lembro, pois 27 anos é a minha idade. Dar parabéns ao Inter e aos colorados é algo comum hoje. O que destaco como mais interessante é fazer uma lembrança, ainda que sucinta de momentos ligados ao Inter e que marcaram minha vida. 

Nunca vou esquecer do meu aniversário de sete anos, quando ganhei minha segunda camiseta do time. A primeira ganhei com pouco mais de um ano. Mas esta era aquela da Perusso, uma toda furada com o patrocínio da Aplub. Com ela fui no meu primeiro gre-NAL vencido pelo Inter, por 1 a 0. 

Trabalhei na Secretaria Social do Inter durante cinco anos. Durante esse tempo, numa década não tão positiva para o Inter como a atual, pude acompanhar inúmeros jogos, mas tem alguns que ficarão para sempre na minha memória: 

Inter
1 x 0 Fluminense, em 1995, gol do Válber. 

Inter 4 a 0 Veranópolis, Gauchão de 1997, quando, num dia no meio da semana, a direção abriu os portões, pois o time necessitava da vitória para seguir adiante no Gauchão. 

Inter 1 a 0 gfpa… meu primeiro título dentro do estádio. Perdi minha almofada e briguei depois do jogo com umas bonecas… foi demais, a arrancada do Fabiano o chute forte na saída do Danrlei, a massa vibrando. Meus olhos estão cheio de lágrimas, pois foram momentos muito marcantes… 

Fora do Beira-Rio teve o gre-NAL do 5 a 2. Eu estava lá, foi demais ver a gazelada chorando e a massa vermelha zoando. 

Depois que encerrei meu ciclo profissional no Inter, passei a acompanhar menos os jogos, o que acabou se intensificando nos anos de 2005 e 2006 e um pouco no ano passado. Mas o momento mais marcante, apesar dos títulos da Libertadores e do Mundial FIFA foi a partida entre Internacional x Libertad. Chorei como uma criança, com o gol do Alex e depois com o do Fernandão, que nos deram a vaga na final e a passagem para nossas maiores glórias. 

Inter, obrigado por tudo. Vamos rumo ao Centenário, com uma certeza, absoluta: 

INTER, UM SENTIMENTO QUE NUNCA VAI ACABAR…. A CADA DIA TE QUERO MAIS.