Paixão Colorada


Promessa é dívida
Abril 25, 2008, 2:03 pm
Arquivado em: Jogos, Paixão, Recordações

As complicações do e o heroísmo do jogo histórico contra o Paraná não se resumiram para quem estava no Estádio, incluindo nessa fração, os jogadores e comissão técnica. Por eu estar morando no Litoral, dificilmente tenho condições de ir ao Beira-Rio, em função do trabalho e também dos altos custos de deslocamento, salvo quando o Consulado daqui de Imbé promove alguma excursão.

 

Eu e um amigo saímos da minha casa minutos antes do jogo, com o objetivo de ir a algum boteco para assistir a partida. Chegamos no primeiro boteco e nada. Apenas Criciúma x Vasco, pela Copa do Brasil, num dos canais e, no outro, São Paulo x Atlético Nacional, pela Libertadores. Fomos até outro bar, não muito longe dali. A TV estava ligada na Globo e cerca de dez colorados estavam sentados, aguardando o início da partida. Pensamos que o jogo seria transmitido, talvez pelo pay per view, ou algo parecido. Mas foi o dono do bar, colorado fanático, buscar por algum canal que pudesse estar transmitido o jogo mais importante do Internacional, até então, que se deu uma grande decepção: a partida não tinha transmissão nem pelo sistema pago.

 

Fomos em desabalada carreira para casa, para acompanhar pelo rádio mesmo. Seria um jogo sem cerveja e sem transmissão pela TV. Enquanto isso subi para minha casa, o meu amigo foi buscar um refrigerante (isso mesmo, Pepsi, para ser mais exato) para escutarmos o jogão. Liguei o rádio na Guaíba. Uma chiadeira só, mas dava para quebrar o galho. Logo iniciou o jogo e o Haroldo fala do lance do Jonas. Caralho! Eu queria ver a porra do lance, não ficar imaginando. Fiquei assustado, apavorado, pois se tratava de uma importante peça da equipe. Passada a situação, veio o gol do Paraná. Pensei em jogar a toalha, mas “não se assustemo”. Andrezinho, sonhador, igualou tudo. Depois, meu amigo voltou com o bendito refri. Bebi tudo praticamente sozinho durante o jogo inteiro, sofrendo, o coração a 130 batimentos por minuto. Valeu, sem ceva, sem TV, mas foi bom demais.

 

Na virada para o segundo tempo fiz uma promessa: se o Inter se classificar eu fico uma semana sem surfar. Dito e feito. Vai ser foda, pois as previsões indicam boas ondas, mas fodam-se as ondas. Valeu a pena, afinal o time amassou os paranaenses, rasgando a primeira touca, deixando as gazelas tricoflores mais desvairadas e num baita chororô. Antes de terminar o jogo fiz nova promessa: se faturarmos o Gauchão, acabando de vez com a outra toca da Serra, não vou tomar café preto por um mês. Não preciso de café, preciso ver o meu time indo pra frente. É o que importa, afora as questões familiares.

 

O Inter fez exatamente o que eu disse que deveria ser feito no post anterior. Não tem que se acuar. Raça, entrega, suando sangue. Sobre isso e outras questões mais vou falar na minha próxima postagem, muito provavelmente depois do primeiro jogo contra os verdes.