Não quero ser taxado de imitão de argentino, como gostam de fazer os torcedores do azenha f.c. Mas tem uma coisa que admiro no Boca Juniors e seus torcedores, quando o time joga no seu estádio, La Bombonera. Há uma mística, muita fantasia, que na verdade se trata de um pavor psicológico imposto pelo Boca e seus adversários. Há, claro, diferenças entre La Bombonera e o Beira-Rio. No campo do Boca a torcida está a poucos metros dos jogadores dentro de campo. No Templo Colorado isso não acontece. Mas essa mesma mística e pressão está começando a ser adotada aqui e eu acho que isso deve acontecer.
Vamos aos fatos: o Inter deve sempre fazer esse terrorismo com seus adverários. Mas vejam bem, não estou falando de violência, mas do fator psicológico. Um destes passos é o vestiário dos visitantes e túnel de acesso ao gramado com imagens das grandes conquistas do Colorado, para que eles vejam com quem estão se metendo. Outra medida seria o anúncio através dos auto-falantes do Estádio, que deveriam incentivar a torcida. Se bem que a torcida tem incentivado e muito o time, sempre. E a torcida e outro ponto fundamental nisso. A nossa “barrabrava”, a maravilhosa Guarda Popular Colorada, com seus cantos de incentivo ao time antes, durante e depois do jogo ajudam a fazer esse terrorismo. Mas essa pressão deve (e está) ir além. Começa com o foguetório no hotel onde o adversário estiver hospedado. Isso não é violência, afinal, não sei se há alguma lei que proíba soltar fogos de artifício. A outra forma de pressão é cantar, sem violência, óbvio, quando o adversário estiver por perto, no hotel, ou chegando no Beira para a partida. Vamos mostrar quem manda!
O time também deve ajudar dentro de campo, como tem feito e assim foi contra o Paraná e contra o Juventude. Como disse o Fernandão depois do jogo de domingo, quando amassamos aquelas topeiras verdes: “é assim que devemos respeitar o adversário, fazendo gols”. É isso aí. Geralmente quando um time mete quatro gols, pára, relaxa, toca a bola e faz o tempo correr. Não deveria. Tem que ir para cima e mostrar que é grande e calar a boca deles, como Inter fez no domingo. Se por acaso o time precisar do resultado, e estiver conseguindo, deve fazer aquela catimba. Demorar para cobrar até um lateral, fazer o tempo correr, até mesmo uma cerinha numa falta. Pressionar o adversário dentro de campo, como fazem os argentinos e uruguaios.
Com estas e outras medidas que podem ser adotadas e que não me vêm na cabeça neste momento, iremos, com certeza, intensificar a “Mística do Beira-Rio” e liquidar nossos adversários.
Que jogo, que vitória! Jamais esquecerei de mais esse momento maravilhoso ao lado do Colorado velho de guerra. Presencialmente comparo o nosso 38º título estadual com a Libertadores e com o Gauchão de 1997 em cima do Segundona. Momento ímpar esse. Alma lavada. Depois de levar três chibatadas dos caras, nada melhor que uma goleada como foi este 8 a 1 para provar quem é o time grande. No ano passado, se formos analisar bem as coisas, rebaixamos o Juventude com aqueles 3 a 0 que fizemos no Beira. Em dois anos consecutivos, acabamos com a raça deles.
Alex, o maestro colorado na competição, guarnecido pela melhor contratação do Inter nos últimos anos, depois de Fernandão: Pablo Giñazu. Imaginem, menos de duas semanas depois de uma cirurgia, o cara entra em campo e é um dos melhores na partida. Merece outro post especial, como foi há alguns meses, o que farei nas próximas passagens por estas bandas.
Copa do Brasil
Não quero nem ganhar o Brasileiro. Quero voltar à Libertadores e isso pode acontecer se faturarmos a Copa do Brasil. Não é fácil, mas temos o melhor elenco de todos que estão disputando essa competição. Mas reitero: não é moleza, pelo contrário. Mas temos condições de chegarmos lá.
Ganhamos tudo o que disputamos até agora em 2008. a Dubai Cup, o Gauchão e estamos bem encaminhados na Copa do Brasil. Temos ainda o Brasileiro e a Sul Americana, único título que ainda não temos e que devemos ir com tudo para disputar e garantir uma vaga na disputa da Recopa, em busca do bi. Se tudo se encaixar, teremos um Centenário perfeito.