Paixão Colorada


A mística do Beira-Rio
Maio 7, 2008, 12:03 pm
Arquivado em: Jogos, Paixão, Projeções, Recordações, Rivalidade

Não quero ser taxado de imitão de argentino, como gostam de fazer os torcedores do azenha f.c. Mas tem uma coisa que admiro no Boca Juniors e seus torcedores, quando o time joga no seu estádio, La Bombonera. Há uma mística, muita fantasia, que na verdade se trata de um pavor psicológico imposto pelo Boca e seus adversários. Há, claro, diferenças entre La Bombonera e o Beira-Rio. No campo do Boca a torcida está a poucos metros dos jogadores dentro de campo. No Templo Colorado isso não acontece. Mas essa mesma mística e pressão está começando a ser adotada aqui e eu acho que isso deve acontecer.

 

Vamos aos fatos: o Inter deve sempre fazer esse terrorismo com seus adverários. Mas vejam bem, não estou falando de violência, mas do fator psicológico. Um destes passos é o vestiário dos visitantes e túnel de acesso ao gramado com imagens das grandes conquistas do Colorado, para que eles vejam com quem estão se metendo. Outra medida seria o anúncio através dos auto-falantes do Estádio, que deveriam incentivar a torcida. Se bem que a torcida tem incentivado e muito o time, sempre. E a torcida e outro ponto fundamental nisso. A nossa “barrabrava”, a maravilhosa Guarda Popular Colorada, com seus cantos de incentivo ao time antes, durante e depois do jogo ajudam a fazer esse terrorismo. Mas essa pressão deve (e está) ir além. Começa com o foguetório no hotel onde o adversário estiver hospedado. Isso não é violência, afinal, não sei se há alguma lei que proíba soltar fogos de artifício. A outra forma de pressão é cantar, sem violência, óbvio, quando o adversário estiver por perto, no hotel, ou chegando no Beira para a partida. Vamos mostrar quem manda!

 

O time também deve ajudar dentro de campo, como tem feito e assim foi contra o Paraná e contra o Juventude. Como disse o Fernandão depois do jogo de domingo, quando amassamos aquelas topeiras verdes: “é assim que devemos respeitar o adversário, fazendo gols”. É isso aí. Geralmente quando um time mete quatro gols, pára, relaxa, toca a bola e faz o tempo correr. Não deveria. Tem que ir para cima e mostrar que é grande e calar a boca deles, como Inter fez no domingo. Se por acaso o time precisar do resultado, e estiver conseguindo, deve fazer aquela catimba. Demorar para cobrar até um lateral, fazer o tempo correr, até mesmo uma cerinha numa falta. Pressionar o adversário dentro de campo, como fazem os argentinos e uruguaios.

 

Com estas e outras medidas que podem ser adotadas e que não me vêm na cabeça neste momento, iremos, com certeza, intensificar a “Mística do Beira-Rio” e liquidar nossos adversários.


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