Arquivado em: Brasileirão 2009, Copa Sul-Americana, Copa do Brasil, Corneta, Criticas, Crônica, Popular do Inter, Recopa | Tags: Brasileirão, campeão de tudo, Campeonato Brasileiro, Colorado, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana, Corneta, Esporte, Futebol, Guarda popular Colorada, Inter, Internacional, Paixão Colorada, Popular do Inter, Recopa, Rolo Compressor
O argumento usado pela torcida Popular do Inter, que por sinal admiro muito sua criatividade e iniciativa, de apoiar o time o tempo todo, mesmo nas más é muito bom. Só tenho uma dúvida quanto a funcionalidade desta questão. Será que vale a pena apoiar o tempo todo?
Nos poucos jogos que tenho assistido no Beira, devido a estar morando longe e ter de trabalhar muitas vezes, tenho ficado longe da ‘Pops’, não por não gostar mais de freqüentar o setor, mas por uma questão física e até mesmo de tempo. Ou chego em cima da hora do jogo e o setor atrás do gol já está cheio, ou então por não ter fôlego para cantar e pular por mais de 90 minutos. E fora as ameaças e até mesmo pequenas agressões físicas que o pessoal que não canta passa. Não sou turista, freqüentei durante muito tempo e adoro, amo a torcida. Mas não tenho tido saúde para ir lá.
O último jogo que assisti no Beira foi a primeira partida da decisão da Recopa Sul-Americana, quando o time fez uma de suas piores partidas no ano, perdendo de 1×0 para os equatorianos da LDU, um time muito ruim, por sinal. Confesso que a melhor coisa foi ter ido para longe da Popular, pois fiquei na parte mais vazia do estádio, ao lado do grande amigo e colaborador esporádico do Blog, o Fábio. Deu pra xingar, reclamar quase tranquilamente. Eu digo quase, pois não cheguei a vaiar a apresentação horrível do time, nem cheguei ao masoquismo de ficar aplaudindo o time jogando uma das piores partidas que vi desde 2006.
Mas quando um torcedor, pelo que pude entender associado do Clube, começou a vaiar eu fiquei de cara. O maluco vaiou, gritou, berrou, quase apanhou, foi chamado de gremista mas tinha razão num certo ponto: ele exclamava que pagava mensalidade em dia e mais ingresso e exigia uma postura diferente do time. Uma postura mais aguerrida que, naquela oportunidade poucos jogadores estavam tento.
O ‘apoio incondicional’ ao time é interessante e bom, até certo ponto. Mas pode transmitir aos jogadores uma grande mentira, pensar que está tudo uma beleza. É a situação que ocorreu com os geraldinos no jogo das gazelas contra o Cruzeiro. Parecia que o time tinha conquistado a LA. Mas que nada!
Até onde vale a pena isso? Situação semelhante ocorreu no jogo de ida da Recopa. Porém, a torcida cobrou do time, cantando uma música que era rara: “Ooooo, sejam mais guerreiros, isso é Inter, não é Grêmio”. Ficou uma lição.
Mas maquiar vendo o time jogar mal é complicado. A relação torcedor/time é como um casamento. Às vezes são necessárias brigas e discussões para colocar as coisas no lugar e chegar a um denominador comum.
E é esse time guerreiro, com capacidade de virar placares adversos que esperamos ver em campo nesta quinta-feira, no jogo de volta, diante da LDU lá em cima do morro, no Equador.
Leandro